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“Se eu estivesse com droga ou armado, eles deveriam ter ido atrás de mim para verificar a situação, mas não foram”, diz jovem atingido por tiro nas costas pela PRE em Conceição do Coité

“Se eu estivesse com droga ou armado, eles deveriam ter ido atrás de mim para verificar a situação, mas não foram”, diz jovem atingido por tiro nas costas pela PRE em Conceição do Coité

06/04/2026 16h40 Atualizada há 7 meses atrás
Por: Portal Raizes
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Após ser transferido e internado no Hospital Municipal de Itaberaba, o jovem Moisés Almeida, atingido por um disparo de arma de fogo nas costas durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) ontem (05), falou com a jornalista Rafaela Rodrigues na tarde desta segunda-feira (06).

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Veja também: Coité: PRE que atirou em jovem informou à PM que a vítima apresentava volume suspeito na cintura e que o disparo foi feito contra o pneu da motocicleta

Após desobedecer blitz, jovem é baleado pela PRE na BA-409 (Conceição do Coité); tiro ficou alojado próximo à região cervical

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Acompanhado da prima, de prenome Milene, socorrista que prestou os primeiros atendimentos ainda no local, Moisés contestou a versão apresentada pelos policiais à Polícia Militar.

Segundo ele, em nenhum momento estava armado e afirmou ser trabalhador.

“Eu não vi a viatura. Só tinha um policial em pé. Quando ele atirou, depois é que encontrei a viatura mais à frente na estrada. Pela lei, se eu estivesse com droga ou armado, eles deveriam ter ido atrás de mim para verificar a situação, mas não foram. Apenas atiraram e seguiram normalmente”, relatou.

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Ouça o áudio:

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O Portal Raízes teve acesso, com exclusividade, ao exame de raio-X que mostra o projétil alojado no corpo da vítima. De acordo com Milene, por poucos centímetros o disparo não causou uma lesão ainda mais grave ou até fatal.

“O sentimento é de indignação. Não houve tiro no pneu. Se eles suspeitavam de algo, por que não foram atrás para verificar se o tiro tinha atingido ou não? Só queremos que admitam o erro”, afirmou.

Questionado sobre o motivo de não ter obedecido à ordem de parada, Moisés explicou que trafegava em alta velocidade e não teve tempo de reagir.

“Quando recebi o tiro, continuei até um posto de combustível porque fiquei com medo de parar e acontecer algo pior”, disse o jovem em entrevista á jornalista Rafaela Rodrigues.

Apesar do ocorrido, o estado de saúde de Moisés é considerado estável. Ele deverá passar por uma tomografia para avaliar a necessidade de retirada do projétil. Caso não haja comprometimento de órgãos vitais, existe a possibilidade de a bala permanecer alojada no corpo.

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Os policiais envolvidos e possíveis testemunhas da ocorrência devem ser ouvidos ainda nesta segunda-feira. Já Moisés deverá prestar depoimento após receber alta médica.

Redação

Fotos: Portal Raízes/montagem