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Polícia Lamentável!

ÁUDIO: Pai das crianças mortas em incêndio em Serrinha relata choque ao saber da soltura da mãe: “Minha alma grita”

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21/10/2026 22h25 Atualizada há 56 minutos atrás
Por: Rafaela Rodrigues Fonte: Redação
Redes Sociais
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A jornalista Rafaela Rodrigues conversou nesta quarta-feira (21) com Joselito, pai das crianças que morreram carbonizadas durante um incêndio em uma residência em Serrinha, na região sisaleira da Bahia. O caso aconteceu em maio deste ano, após a mãe deixar os filhos sozinhos em casa para curtir uma festa. CLIQUE AQUI E OUÇA!

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A mulher ficou presa por alguns meses e foi solta no dia 18 de agosto. No entanto, a repercussão da soltura ganhou destaque nesta semana, 


Em um relato emocionante ao Raízes Notícias, Joselito, ainda bastante abalado, falou sobre o impacto de receber a notícia de que a mulher estava em liberdade. Ele contou que precisou interromper o trabalho para tentar assimilar a informação e lidar com a dor da perda dos filhos.

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“Para mim, foi difícil porque, poxa, meus meninos infelizmente perderam a vida. E ela, que foi presa, ficou pouco tempo e foi solta. Eu recebi esse choque porque tem coisas que a gente não está preparado para escutar”, relatou.


Joselito disse que a notícia provocou uma profunda tristeza e o fez reviver a ausência das crianças.

“Hoje, no serviço, eu parei e sentei um pouco, com aquele choque no peito, imaginando que era verdade: meus meninos não estão mais presentes e ela, que estava presa, hoje já está solta. Eu já chorei muito hoje. Sinto falta desses meninos. Meu coração brada, minha alma grita”, desabafou.

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Durante o relato, o pai também refletiu sobre a possibilidade de a mulher mudar de comportamento após o ocorrido. Ele afirmou acreditar que a liberdade pode representar uma oportunidade para que ela reveja suas atitudes, mas demonstrou preocupação com as consequências da repercussão do caso.

“Talvez hoje ela esteja arrependida, mas o tempo passa e o ser humano também muda. Talvez ela coloque na cabeça que nunca mais vai beber, mas a gente sabe que o ser humano não é santo. Só que chorar pelos meninos não adianta mais, porque eles não vão voltar”, afirmou.


Apesar da dor e da indignação, Joselito disse acreditar que Deus tem um propósito para a vida da mulher e que a liberdade deve ser encarada como uma oportunidade de mudança.

“Eu acredito que, se Deus permitiu que ela fosse solta, é porque tem um plano na vida dela. Eu creio que Deus já deu uma oportunidade a ela”, declarou.

O pai também demonstrou preocupação com a reação da população diante da soltura, diante da comoção provocada pela morte das crianças. Ele ressaltou, porém, que busca forças na fé para enfrentar o sofrimento.

“Estou triste porque já chorei muito hoje. Meu coração brada, minha alma grita. O único que pode dar a vida e tirar a vida é o Senhor. É Ele quem me sustenta, me dá força e coragem”, concluiu.